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Como usamos o processo criativo para produzir bom conteúdo

12 de fevereiro de 2023

A produção de um conteúdo relevante depende de um fator extremamente importante: criatividade. A partir dela, estabelecemos relações, descortinamos o novo e encontramos soluções. Por isso, entender e dominar o processo criativo é fundamental para a prática do bom conteúdo.

Aliás, a exigência da criatividade é uma constante no dia a dia do ser humano e um fator fundamental para sua própria evolução. A reflexão sobre o que é ser criativo e como dominar suas técnicas é a base desse artigo.

Acreditamos que a produção de conteúdo é uma arte em que se observa a emergência de sentidos e criatividade, mas também técnica em que se aplicam conhecimento, experiência e racionalidade.

Por isso, diante da folha ou tela em branco, a pergunta “por onde começar?” pode ser mais facilmente respondida quando entendemos a abrangência do que é criar um conteúdo relevante, impactante e capaz de solucionar problemas.

Vamos ampliar o conhecimento sobre criatividade e seus processos criativos com o texto a seguir? Um mundo novo pode se revelar.

O que é criatividade, afinal?

Existem muitas definições para o verbo criar. Em geral, há consenso em dois quesitos: criar é dar forma a algo novo e encontrar uma solução para um determinado problema. A angústia e a necessidade são portas para encontrar formas criativas.

Foi assim que o homem sapiens dominou o fogo, desbravou mares e chegou ao espaço. Essa capacidade realizadora se dá graças às soluções encontradas para superar obstáculos e pela manutenção da própria sobrevivência.

Fayga Ostrower, no seu clássico livro Criatividade e Processos de Criação, diz que “o homem cria não apenas porque quer ou porque gosta, e sim porque precisa; ele só pode crescer, enquanto ser humano, coerentemente, ordenado, dando forma, criando”.

A necessidade como força impulsionadora da criatividade se conecta com a percepção da resolução de um problema. E, de fato, há uma profunda interrelação. Mas a criatividade também se manifesta para dar sentido às relações humanas e à sua própria existência.

Quebra de paradigmas

Quando falamos em criatividade, logo imaginamos gênios não incorporados ao sistema capazes de nos brindar com algo totalmente inusitado repentinamente. Essa imagem é alimentada por lendas e imagens ao longo do tempo. A língua para fora de Einstein ou a maçã que cai na cabeça de Isaac Newton e o leva a fazer a teoria da gravidade são grandes exemplos.

Na verdade, ser criativo nada tem a ver com um dom dado a alguns apenas. Como condição inerente ao homem, a criatividade está presente em todas as pessoas. Sem magias ou milagres, todos nós exercemos essa prática diariamente, em algumas áreas com mais ou menos intensidade.

Dessa forma, entendemos que nada nasce do zero, como um estalo cujo sentido aparece acabado. Tudo se trata de um processo, um fluxo contínuo e interligado de conhecimento, memória e técnica. Esse trabalho, ou realização, depende, na verdade, de fatores muito mais reais do que ilusórios, como os abaixo:

  • Pesquisa – busca de informação qualificada e sistematizada que possa revelar traços não tão visíveis e comprovar hipóteses com excelência.
  • Conhecimento acumulado de mundo – compilação de experiências, histórias e saberes diversos que construímos ao longo da vida quando estamos abertos e em busca da criatividade.
  • Técnicas – a criatividade pode ser desenvolvida e deve ser estimulada continuamente nos mais variados meios e formas.
  • Memória – indispensável para fazer muitas vezes o amálgama necessário no processo criativo.
  • Curiosidade – o querer saber e querer fazer é impulsionador de um comportamento criativo e chave para a descoberta.

O saber dizer e saber fazer, portanto, são fortemente influenciados pela criatividade. Um bom conteúdo, que apresente a novidade, que diga diferente e que produza sentidos específicos, será possível através de desses elementos vistos acima que se ordenam em um processo criativo.

O processo criativo

Uma vez que desconstruímos a ideia de que criatividade se resume ao Eureka!, aquele estalar de dedos em que emergem espontaneamente novos sentidos, abraçamos o fato de que criar é um processo.

E, como tal, passa por diversas fases em que as conexões vão sendo estabelecidas e os resultados vão se delineando no horizonte. Esse fluxo de pensamento e ação se estabelece em nosso cérebro e obedece a diferentes critérios.

Muitos autores se debruçaram sobre esse tema, mas com pouca diferença entre eles, podemos dizer que o processo criativo se desenrola nas seguintes fases abaixo:

1. Identificação do problema:

Aqui é o início de tudo. É quando há uma inquietação a partir de uma situação indesejada. Muitas vezes, esse problema é determinado por uma situação inesperada que foge ao controle, como um acidente ou uma crise de imagem.

Uma empresa pega de surpresa pela viralização de uma notícia negativa ou um setor de vendas que tem suas tarefas não plenamente realizadas devido a fatores não resolvidos no âmbito logístico e de comunicação são exemplos de problemas que se apresentam no dia a dia.

Cada uma dessas situações exigem uma solução. É, nesse momento, ao identificar o que precisa ser consertado que ativamos a criatividade. O próprio ato de perceber o problema e evitar sensos comuns e bloqueios já é um primeiro estágio do processo criativo.

Na produção de conteúdo, ter clareza qual o intuito comunicativo e com que finalidade é o equivalente à identificação do problema. Saber onde queremos chegar e que sentidos produzir com o conteúdo é o primeiro passo.

2. Percepção

Nessa fase, há a validação do problema a partir de uma base racional. Sabemos o que existe e que devemos buscar uma solução.

Ativamos, assim, nosso consciente em busca de informações que nos ajude nesse processo. Resgatamos aquele conhecimento de mundo construído, vamos atrás de novas informações, pesquisamos e estudamos, refletimos.

Há aqui um envolvimento no contexto da situação, uma espécie de imersão no tema. Esse mergulho é fundamental para fazer conexões e se predispor aos assuntos correlatos procurando de respostas.

Muito de uma produção de conteúdo depende dessa etapa do processo criativo. Aqui, fazemos entrevistas, questionamos, desbravamos a rede de forma consciente e racional a fim de encontrar argumentos e estratégias discursivas que solucionem a demanda inicial.

3. Incubação

Nessa terceira etapa, chegamos em um nível inconsciente. Aqui, as ideias ficam incubadas e à espera de uma solução. No geral, essa fase o criativo se afasta deliberadamente do problema e da imersão presenciada no momento anterior.

É hora de se desligar, ir em busca de outros assuntos e afazeres enquanto o inconsciente trabalha resgatando o conhecimento de mundo guardado. A cena clássica que emoldura essa etapa é a pessoa que “larga tudo” e vai ao parque, ao cinema ou se entrega a outros prazeres justamente para se distanciar da pressão de achar uma boa ideia.

O silencio é parte fundamental desse processo, pois deve-se ativar mecanismos sobre os quais não se tem controle direto, como a memória, por exemplo. Os sentidos vão se conectando e se desdobrando.

4. Iluminação

Esse é o momento do estalo, da descoberta. É quando vem a ideia e ela aparece clara e real. Isso tudo gera euforia e excitação, nos enchendo de um sentimento de potência e realização. Alguns dizem que é viciante.

De qualquer forma, a iluminação é eternizada nas histórias que nos contam sobre criatividade, como se todo o processo se resumisse a essa etapa. Desconsidera-se assim o trabalho realizado anteriormente em nível racional e a construção de conhecimento de toda uma vida. isso é um erro grave.

Ao romantizar a iluminação, nos separamos do esforço necessário ao processo criativo e contribuímos para a ideia ilusória de que criatividade é algo mágico ou até espiritual. Já sabemos que não é verdade.

Quando a ideia chega e se instala, tendemos a nos sentir vitoriosos e ficamos inebriados pela conquista. O otimismo toma conta e nos tornamos mais confiantes na solução do problema. Mas o processo não acaba por aqui.

5. Verificação

Depois da euforia, a realidade. É assim o tom dessa última fase. É chegado o momento de verificar se a ideia se ajusta ao problema como sua solução. Há um julgamento racional da ideia e uma adaptação dela às normas e aos padrões propostos.

É preciso validar a ideia e saber se ela funciona ou não. Muitas vezes existem boas ideias, mas elas não se encaixam na verba disponível, não respondem a um briefing anterior ou vão demandar um tempo maior de execução não disponível.

Por tudo isso, a adequação à realidade é parte do processo criativo e vai exigir flexibilidade e desprendimento. Os ajustem também requerem criatividade.

Essas são as cinco etapas básicas do processo criativo. Podemos desdobrá-las em mais detalhes, mas essa é a essência que devemos conhecer.

Pontos de vista diferentes e novos argumentos são determinantes para um conteúdo rico e interessante. Materializá-lo é possível a partir da inspiração e de um desenvolvimento de um trabalho que alinhe consciente e inconsciente.

Quando produzimos conteúdo, estamos sempre em busca de novas ideias. Uma forma de dizer até então não testada naquela situação ou um sentido inusitado que impacta a vida do interlocutor. Uma boa ideia é capaz de extrapolar barreiras e unir pessoas.

Conteúdo informa, educa, persuade e transforma. Para tudo isso acontecer, é preciso criatividade. Ela é o combustível para alcançar os resultados desejados. Compreender o processo criativo, por onde nasce e flui a ideia, deixa o produtor de conteúdo mais seguro e confiante. Portas abertas para as boas ideias.

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